sábado, 10 de setembro de 2005

BUSCANDO PALAVRAS

Busco palavras que possam descrever o que estou sentindo.

Mais uma vez o chão parece ruir.

É como se eu não pudesse chegar perto da luz, quando esta surge no fim do túnel.

Devo realmente estar no meio de muitas provações.

Devo estar sendo testada para saber até quando e quanto aguento.

Eu só queria entender e estou na busca desse entendimento.

Mas acredito que nada é por acaso...

Pessoas que surgem, situações que vivemos.

Mas por que nos sentimos tão impotentes?

Por que?

Estou buscando palavras, buscando respostas

Busca incessante

E como diz uma frase que li: quando pensamos que achamos todas as respostas, as perguntas mudam.

Gosto amargo é o que sinto

Não quero ser pessimista

Quero sempre enxergar que o dia de amanhã será melhor

Mas nem sempre é assim...

Nem sempre consigo pensar assim...

É nestas horas que descubro o quanto sou fraca

O quanto ainda tenho que aprender

O quanto preciso evoluir

Caramba...por que tudo isso?

Quando tudo parece que vai melhorar, algo acontece e acaba com os sonhos

Acabar com os sonhos...

Logo eu que sempre escrevo que não devemos deixar de sonhar

Não vou deixar de sonhar,ah, não vou mesmo

Mas como é dolorido um sonho ser interrompido!

Voltarei a "dormir", quem sabe consiga "sonhar" novamente.

Quero apenas que essa tristeza que está me doendo, acabe.

Que esse nó que sinto, desate.

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

VOCÊ ENTENDE AS PESSOAS?

Há alguns dias venho pensando em como é difícil entender as pessoas (tudo bem, você pode dizer que o ser humano é complexo e concordo) mas sempre buscamos entendê-las, ou pelo menos aquelas que nos são queridas.

Fico triste quando percebo o quanto as pessoas podem ser egocêntricas. Pensar apenas nelas, nelas e nelas.

Fico triste em ver o quanto as pessoas estão se tornando descartáveis. O quanto os relacionamentos estão descartáveis e principalmente, o quanto os sentimentos se tornaram descartáveis.

Essa sensação é ruim.

Acho que, na verdade, o meu maior problema é acreditar nas pessoas.

Acreditar que realmente faço a diferença na vida de alguém,mas sinceramente, tem horas que me sinto como o estepe ou aquele copinho de plástico que você usa , depois amassa e joga fora.

Não vou generalizar, dizer que me considero assim na vida de todos. Na verdade esse pensamento é bem direcionado e quem já me acompanha desde o outro blog sabe que, quando algo me incomoda, escrevo para que desta forma eu não acabe com uma úlcera.

O pior de tudo isso é não entender o motivo da indiferença. E pensar: o que foi que eu fiz?

Sempre buscamos respostas em nós, quando na verdade está no outro.

Acabei me tornando indiferente também, calada e várias vezes reverti situações parecidas quando eu realmente fazia algo que pudesse comprometer essa amizade. Mas hoje, cansei. Não quero migalhas de amizades. Quero realmente sentimentos verdadeiros.

Sinto falta dos papos leves de outrora. Mas se hoje já não existem, não vou forçar. Até porque o encanto vai acabando.

Como todo sentimento a amizade precisa ser cultivada como um jardim, adubada e tratada com carinho. Mas se você passa a deixá-la no esquecimento, não rega, não cuida, tende a secar, as folhas caem e assim aquela beleza passa a não existir mais.

Mas tudo na vida tem suas compensações.

Hoje estou vivendo um momento de mudanças. Mudanças no quesito de aprendizado, de auto-conhecimento. E o melhor de tudo, é que num ato de "ousadia" minha..rs,uma nova amizade surgiu, está me fazendo muito bem e essa pessoa nem imagina o quanto.

Uma porta pode estar se fechando, mas uma janela está sendo escancarada.

E quero dizer também, que o teor do post pode estar meio down, mas na verdade estou bem, apenas queria escrever algo que estava preso.

Sou feliz!

Não é porque uma pessoa me ignora que deixarei meus dias tristes.

Tenho estrelas que estarão sempre brilhando no céu.

Tenho flores no meu jardim que estarei sempre cuidando.


segunda-feira, 29 de agosto de 2005

APENAS PALAVRAS...



(Post originalmente escrito no dia 26.08.04 e enormeeeeeeeeee)

Estou aqui, em plena sexta, pensando na vida.
Pensando no que tenho feito.
No que tenho sentido.
Nas coisas que não fiz.
Nas palavras que não disse.
Nas lágrimas que deixei cair.
Nas que segurei.
Nas risadas que dei.
Nas mudanças que ocorreram,
Na vida.
Nas pessoas.
Nos sentimentos.
Pensando nas surpresas que tive.
Boas.
Ruins.
Nas saudades que sinto.
De pessoas
Lugares
Situações
Lembranças...
Elas são tão importantes na nossa vida. Pelo menos é o que acho.
Claro que sempre gostamos de lembrar das coisas boas, dos momentos bons. Os ruins queremos deixar lá escondido.Para que lembrar de coisas que nos deixam para baixo, não é? Mas tem horas que elas teimam em surgir e trazer a tona toda aquela dor sentida em alguma época.
As surpresas, às vezes, costumam surgir cheias de lembranças.
Tive uma esta semana, que me trouxe uma torrente de lembranças e emoções.
É engraçado o caminho que algumas situações tomam para que a gente descubra algo.
A vida realmente é engraçada. Uma caixinha de surpresas.
Um telefonema, uma notícia, e a sensação de ter levado um soco no estômago. Mas ao mesmo tempo que tive essa sensação, veio também uma alegria, não por mim, mas por quem estava do outro lado da linha. Um desejo sendo realizado.
Mas ao mesmo tempo que um desejo estava se realizando,me veio a sensação de outro sendo enterrado e desta vez, o meu.
Confesso que era um sonho. E pensando bem, tudo não passou de um sonho, pois tudo era bom demais para ser verdade. As descobertas, a sintonia, as palavras, o carinho.
Sonho.
Sou uma sonhadora e não me envergonho disso. Os sonhos são combustível para conseguir me manter nesse mundo real, muitas vezes frio, cruel. Mas, mesmo sonhando, mantenho um pé na realidade, para quando uma onda derrubar meus castelos de areia, não me derrubem também.
Acordei de um sonho, é verdade. Foi um sonho lindo, terno, sensível e que me fez enxergar coisas em mim que imaginava não existir. Esse sonho me fez acreditar que alguém conseguiria me enxergar como sou. Não apenas aquela pessoa que estava sempre alí, disposta a ouvir seus problemas, ajudar a resolvê-los de alguma forma. Foi alguém que também me ouviu e me ajudou muito.Sempre achei mais fácil ajudar os outros resolverem seus problemas, do que a mim mesma.
Acredito em almas gêmas. Romantismo exarcerbado? Ou inocência? Para alguns pode ser, mas eu acredito e ponto.Almas gêmeas, não quer dizer apenas que as pessoas se tornarão amantes...não é apenas romance. Mas também sentimentos fraternos. E eu sei que somos almas a fins (ou gêmeas). E que de alguma forma nos reencontramos em um momento difícil para os dois. A sintonia que nos ligava, até hoje me assusta. Mas acredito, hoje, que é hora de guardar todas estas lembranças, como aquelas cartas que guardamos com um laço de fita, no fundo do baú, de uma caixa ou gaveta. Lembranças que não queremos jogar fora, apenas guardar, para quem sabe, em um momento qualquer da nossa vida, possamos desmanchar o laço e revê-las. Quem sabe um dia, realmente poderei me desfazer delas. Mas por enquanto quero deixar apenas guardada, alí, ao meu alcance, com um belo laço.
Mas a semana não me trouxe apenas esta surpresa, mas também me trouxe uma notícia boa, um convite maravilhoso que pode mudar a minha vida. E estou feliz por isso.
Como eu disse...a vida é cheia de surpresas!!

terça-feira, 23 de agosto de 2005

VOLTEI, MAS O QUE ESCREVER????

Estou devendo uma atualização faz tempo. Havia prometido não ficar tanto tempo sem escrever,mas existem épocas que simplesmente a vontade cessa.Incrível isso acontecer com alguém que adora escrever, mas acontece. Aí pensei: o que vou escrever?

Sobre a descoberta de como o Orkut pode ser interessante, a partir do fato que posso reencontrar pessoas que fizeram parte da minha vida de uma forma tão especial? Pois é descobri isso.Após um ano tentando compreender (sem muito esforço, é verdade) o que aquilo traria de interessante, finalmente encontri uma utilidade, e confesso que fico "futucando", catando as pessoas. E numa dessas descobertas reeencontrei uma amiga de infância. Uma amiga que infelizmente perdi o contato há muitos anos quando me mudei pela primeira vez para Recife. Isso foi mais ou menos em 86. Estudamos juntas desde o jardim de infância.Vivíamos grudadas.Tenho ótimas lembranças da nossa amizade, do que aprontávamos, das brincadeiras, de tudo. Lembro das vezes em que ela ía "fugida" até a minha casa, na época em que meus pais se separaram e a mãe dela tentou afastá-la do nosso convívio por causa disso. Mas ela sabia como burlar a vigilância. Estou feliz por tê-la reencontrado! Felizmente a tecnologia, hoje, nos propicia essas surpresas. Tudo bem que nem sempre são boas surpresas, mas a maioria tem sido.

Mas pensando bem, não vou falar sobre isso....

Ah, poderia falar do pequeno acidente que aconteceu comigo e o meu gato ( de 4 patas, porque infelizmente o de duas está em falta). Acontece que caiu uma chuva de repente e ele estava no quintal. O coitadinho entrou em casa todo molhado. Eu, como uma pessoa preocupada com o bem estar do meu bichinho, resolvi secá-lo e deixá-lo bem quentinho.Foi quando eu tive a brilhante(???) idéia de usar o secador, assim o secaria e deixaria bem quentinho ( acho que nessa hora Tico e Teco resolveram dar uma volta para que eu tivesse essa brilhante idéia. Pego meu gatinho no colo, e munida de secador, aperto o gatilho ( sim, gatilho, porque funcionou como uma verdadeira arma). Foi só isso que precisava para, em segundos, a bagunça e o desastre acontecerem. Ele assustado com o barulho do secador , em segundos, consegue deixar a minha camisa em farrapos, arrebenta o meu relógio e consequentemente, fico toda arranhada: seios,braços, barriga, pescoço (me lembrei de uma imagem que tem o Garfield descendo com as unhas por uma cortina, rasgando-a toda...foi assim que me senti, como a cortina do Garfield). Bm.depois disso ele ficou uma semana proibido de dormir comigo na cama.

Não, acho que essa estória também não é interessante. Então o que falar?

Na verdade, eu tinha um assunto sim, mas decidi que hoje não seria um dia bom para escrever. Uma notícia, uma surpresa e um sentimento que não imaginei que sentiria. A vida e suas surpresas...com certeza irei escrever sobre isso. Preciso escrever para exorcizar esses sentimentos.Mas não hoje.

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

PARA MUDAR É PRECISO CORAGEM

Estava lendo um artigo que fala sobre mudanças. Não tinha novidade nenhuma ali. O que ela diz eu já sabia, que o principal fator pra que a mudança ocorra, é coragem. Simples, não? Na verdade não é.

Eu, você e mais milhares de pessoas todos os dias pensam que necessitam mudar em algum setor da vida, seja pessoal, profissional, ou em algum relacionamento.Sente uma insatisfação que nos faz começar a repensar e pensar como realizar a tal mudança. Elas não vão ocorrer da noite para o dia,existe todo um processo que levará ao que se deseja. E para que esse processo realmente nos leve a algum lugar é necessário coragem.

A insegurança de dar o primeiro passo geralmente é o entrave. A oportunidade pode surgir ali, na nossa frente, mas a maldita insegurança vem para nos desencorajar e quando não é ela, podem ser os outros que estão ao nosso redor. Afinal, porque mudar se algo aparentemente está dando tão certo? Pode estar certo para os que assistem de camarote,da platéia, mas alí no palco da vida, onde nós somos os atores principais, sabemos que aquilo é apenas encenação, é apenas mais um ato do espetáculo chamado vida. Vida que pode se tornar mais agradável se conseguirmos tomar as atitudes que nos levará á nossa satisfação pessoal.

Um comentário que li essa semana em uma página de um amigo, me fez pensar em algumas coisas. Como é fácil, para nós que estamos de fora dar nossos pitacos na vida alheia e principalmente a respeito da vida de um casal.Como é fácil tomarmos partido de um ou de outro. Só que a realidade não é nossa.

Como podemos saber se A é a pessoa que fará B feliz. Como podemos saber se A é a única pessoa no mundo que irá se sacrificar por B ( e olha que vivemos em um mundo com milhões de pessoas). Como podemos dizer que A+B+C são um exemplo de pessoas que se amam e vivem em harmonia? Se B não está feliz, A acha que ele deve manter essa relação por tudo o que já viveram, pela família, pelo o que já fez. A e B vivem uma vida milimetricamente planejada, porque B é daquelas pessoas que seguem tudo dentro do que planejou.Surpresas não são tão bem vindas. Digo surpresas que possam mudar esse planejamento.

Mas voltando ao assunto mudança...

Eu não posso querer que as pessoas ajam de acordo com o meu modo de pensar. Mas isso não quer dizer que não deixe a minha opinião a respeito de relacionamentos desse tipo.

Até que ponto as pessoas devem manter algo apenas por gratidão, ou por tudo que o outro já fez? Sinceramente? Não acredito em relacionamentos assim.

Não estou aqui querendo dizer que a gratidão não deva existir. O que eu quero dizer é que tudo aquilo que passou vai ficar guardado, o sentimento de gratidão vai existir, mas daí manter uma relação por causa disso, em cima destas bases, acho falso demais e mesmo covarde. Covardia até mesmo com o outro.

É claro que ninguém quer perder o que se ama. Claro que não. Mas vale a pena ter alguém com a gente, que sabemos que não partilha mais do mesmo sentimento?

Eu sinceramente não consigo. Posso amar alguém, mas se eu perceber que somente eu estou vivendo essa relação, porquê irei manter? Satisfação pessoal? Não, para mim é egoísmo.

Posso sofrer, mas não há sofrimento que dure para sempre. Ou melhor, irá durar se cultivarmos. Mas caramba, a vida nos dá tantas oportunidades é só não deixá-las escaparem. Não ficarmos bitolados achando que somos injustiçados pela vida, ou que fulano foi responsável pelo nosso sofrimento.

Mudar não é fácil.

Enfrentar os obstáculos que a vida nos impõe todos os dias, muito menos.

Eu mesma, estou tentando mudar algumas coisas na minha vida. Sei o que deve ser mudado. Mas quando as oportunidades surgem, entro de cabeça. Posso até quebrar a cara, mas e daí? O importante é que tentei.

Afinal, a liberdade de mudar nós temos, é só darmos permissão para isso ocorrer

quinta-feira, 28 de julho de 2005

O OLHAR


Essa semana, ouvi de alguém que meu olhar tem algo.

Outro dia ouvi que meu olhar dizia muito e que era perigoso tentar decifrar.

A primeira coisa que me chama atenção em alguém é isso... o olhar.

Muitas vezes eles dizem mais do que as próprias palavras proferidas.

O que eles falam,muitas vezes são mais significativos do que palavras.

Os olhos são reveladores.

Muitas vezes eles gritam aquilo que tentamos esconder.

Muitas vezes tentamos negar sentimentos, mas eles nos traem.

Palavras muitas vezes são ditas pela razão, mas o olhar, ah o olhar....este é sentimento,é emoção.

O silêncio de um olhar é carregado de sentidos, de ternura.

Não sei se já perceberam, mas por trás de todas aquelas brincadeiras e risadas dos palhaços, muitas vezes escondem a tristeza que há neles.Mas se reparar bem, o olhar é triste, este não engana ninguém.

O sorriso dos lábios não fica completo sem o brilho dos olhos.

E mesmo quando estão fechados, nos enchem de prazer.

Uma vez li que os olhos são duas verdades à vista e é a pura verdade.

Um olhar pode te fazer arrepiar sem mesmo haver o toque das mãos.

Um olhar pode te despir, sem ao menos tirar uma peça de roupa.

Um olhar pode penetrar em sua alma, te fazer flutuar.

Um olhar pode te fazer apaixonar.

Me lembro de uma vez,quando adolescente,de ficar completamente hipnotizada por uma pessoa que eu só via os seus olhos verdes lindos, penetrantes. Não vi o rosto,mas seu olhar ficou em minha mente durante muito tempo.

Já me apaixonei á primeira vista, no segundo em que nossos olhares se cruzaram. E vivi durante muito tempo essa paixão.

Olhos nos olhos, no segundo que precede um beijo, que maravilhoso que é.

Um olhar atento não enxerga apenas, mas escuta aquilo que os olhos de alguém quer dizer.

Quando se está triste não adianta tentar enganar, os olhos demonstrarão.

Decepção, amor, tristeza, alegria, paixão, fogo, tudo pode ser dito no silêncio de um olhar.

Uma dança, olho no olho, o mundo desaparece ao redor.

Quando o coração sofre, essa dor transborda nos olhos, através das lágrimas, da sombra.

Não é a toa que dizem que os olhos são as janelas da alma.

E eu sou assim, um livro aberto para quem se dispõe a ler o que meus olhos dizem. Muitas vezes são apenas, e tão somente eles que falam quando não posso transmitir em palavras o que se passa aqui dentro de mim.

segunda-feira, 25 de julho de 2005

TÚNEL DO TEMPO

Andei sem tempo para atualizar estes dias, mas estou aqui. Final de semana agitado,desopilando, rindo e dançando muito.

E por falar em dançar, entrei no túnel do tempo, e relembrei várias fases da minha adolescência através da música. Se alguém teve paciência para ler alí ao lado um pouco (?) sobre a minha pessoa, viu que adoro música. E acredito que cada um tenha sua trilha sonora e várias fazem parte da minha. Música marca demais os acontecimentos. Basta ouvir para lembrar de algo ou de alguém( do mesmo modo acontece com perfumes).E sábado pude viajar um pouco nas que fizeram a trilha da minha adolescência.

Sou mais uma que fez parte da geração 80. Muitos falam que esta foi a pior década no que diz respeito a música, cultura, moda(bom, quanto a este quesito, tinha realmente muita coisa esquisita, aquelas ombreiras, cortes de cabelo que pareciam cachorrinho poodle...), mas não vejo por aí. Como em toda década, ela tem suas características marcantes e me deixou saudade. Nessa época surgiram grandes bandas nacionais que continuam até hoje fazendo sucesso. Claro que, com o passar dos anos, passadas as décadas, elas se moldaram para atingir a qualidade e sucesso. Grandes sucessos da década de 80,hoje são regravados em versões acústicas e muito bem aceitas pelo público.

Paralamas do Sucesso, Titãs, Ira, Engenheiros do Hawai, Kid Abelha,Barão Vermelho,Ultraje a Rigor, Dr. Silvana, Legião Urbana,Leo Jayme,Blitz, RPM,U2, The Smiths, The Police, Tears for Fears, Bruce Sprigsteen, The Cure,Sting...nossa, se for colocar todas as bandas que fizeram parte dessa minha trilha, não teria espaço para mais nada.

Na minha adolescência, em Petrópolis,frequentava um clube chamado Petropolitano e a minha turma de amigos era maravilhosa, daquelas que agitavam todas, participavam de tudo e lá era o nosso "point". Na verdade,o clube era a nossa segunda casa. Todos os finais de semana, principalmente no verão, tinha um show. Assisti a todos! Não só assisti como também tive a oportunidade , junto com uma amiga, de dar uma surra de sinuca e totó em Herbert Vianna e Baroni, dos Paralamas do Sucesso. Além de ver a minha mãe conseguir tirar a patricinha da Paula Toller do sério..rs.

Minha mãe, tinha ido almoçar no clube e esbarrou com eles na saída e disse:

Minha mãe:-Ah, vcs são " os Kid Abelhas e os Jerimuns Selvagens"?

( os outros integrantes da banda caem na risada menos a esnobe)

Patricinha Esnobe Enjoada Toller: - Não minha senhora, somos Kid Abelha e os Abóboras Selvagens...( com aquela cara de nojo)

Minha mãe ( que não presta..rs): - Não minha filha, é jerimun..

( o pessoaL da banda se esbugalhando de rir e Patricinha Toller ficando irada)

Patricinha Esnobe Enjoada Toller: -Olha , a senhora está enganada, não somos jerimuns e nem sabemos o que é isso

Minha mãe: - Olha minha filha, se vc não conhece o problema é seu. Só que a abóbora é minha e eu chamo do que quiser e na minha terra abóbora é jerimun, então....vcs são Kid Abelha e os Jerimuns Selvagens.E vamos falar a verdade, a banda fica melhor só com os Jerimuns, porque essa abelha é muito chata.

Bom..rs..não vou colocar todo o diálogo, até porque não me lembro de tudo, mas guardo esse trecho desde os meus 14 anos.E só vendo a cara da Patricinha Esnobe Enjoada Toller para se deliciar com a cena.

Posso dizer que vivi bem a minha adolescência. Uma época que marcou bastante, com muitos acontecimentos bons e ruins, pois foi nessa mesma época que perdi o meu pai,foi nessa época que tive que abandonar uma carreira de bailarina, também foi nessa época que tive que sair da cidade que adorava, da vida que adorava, para ir para outro lugar com costumes, hábitos e pessoas bem diferentes daquela em que vivia. Foi difícill sair do Rio naquela época e morar em Recife. Lugar lindo mas com pessoas retrógradas, preconceituosas, até mesmo um pouco atrasadas. Completamente diferente de hoje em dia, onde a velocidade das informações é absurda ( ainda bem!) e as diferenças não são tão gritantes, apenas um pouco maior no interior, devido a rigidez de costumes ainda arraigados no âmbito familiar. Tanto que hoje considero Recife, um Rio de Janeiro do nordeste. Além do crescimento, além do berço cultural, a violência também é absurda..rs...mas com o passar dos tempos, naturalmente, a mentalidade foi se adaptando a todas as mudanças.Por isso hoje, se eu não voltar para o Rio, Recife é a cidade que quero morar.

Gosto muito destas lembranças.Lembranças boas nunca são demais. Claro que não podemos nos atrelar a elas ou viver apenas delas, mas elas dão aquele sopro de nostalgia e felicidade em momentos da vida, ah se dão...rs

Queria falar sobre o filme que assisti ontem mas ficaria enorme e segundo o que li outro dia, textos assim não são lidos pelo blogueiros..rsrs...mas o que fazer se gosto de escrever??? Então deixarei para comentar no próximo.