domingo, 29 de janeiro de 2006

ESTOU DE VOLTA....NOVAMENTE



A viagem durou mais do que imaginei e desta vez, repleta de acontecimentos. É engraçado como sempre esperamos que tudo ocorra da mesma maneira mas algo muda o rumo dos acontecimentos.Bom, na verdade já deveria imaginar que esta seria diferente das outras logo no começo. A princípio foi o fato de não conseguir falar com a pessoa que me passaria o nome do hotel em que eu ficaria, uma vez que eu chegaria na cidade as cinco da manhã.

Eu disse cinco da manhã? É, este seria o horário em que eu chegaria segundo a moça do guichê. Na verdade cheguei as 3 da manhã. Uma pequena diferença de 2 horas que para mim foi terrível, afinal com quem falaria a esta hora?

Resolvo, inocentemente, perguntar ao motorista do ônibus:

Eu: Moço, o horário para chegar aqui em Maceió não era às 5?
Ele: Ô minha filha, só se eu viesse de ré!! ( um poço de educação!)
Eu: Mas quando eu comprei a passagem me disseram que era este horário e me lembro bem que são 6 horas de viagem ( insistindo , como se fosse adiantar alguma coisa)
Ele: ahhhhhhhhhhh, informaram errado. Comigo a viagem é nesse tempo.
Eu: Não me admira tanto acidente na estrada, pq adiantar um pouco é até admissível com pouco movimento na estrada, mas adiantar duas horas, o senhor veio com o pé fundo mesmo...bla bla bla ( estilo Ana Paula de ser!)

O jeito foi tomar um café por alí mesmo, esperar o dia amanhecer e poder fazer alguma coisa.

Ah,quando alguém precisar de informação sobre a rodoviária de Maceió é só falar comigo, pois praticamente acampei por lá durante 7 horas. Conheci o povo do turno da noite e da manhã.,todas as lanchonetes e posso dizer em qual o café é melhor, até ajudei a um casal de americanos comprar passagem porque a coitada que ficava no balcão de informação não soube indicar-lhes o guichê. Resumindo, as 11 da manhã chegou o meu salvador depois que o pessoal de Recife entrou em contato com um dos sócios do evento, que Graças a Deus, acorda cedo..rs. Agora cá pra nós, tem coisa mais irritante do que celular desligado quando precisamos falar com alguém????

Tirando esse contratempo, gostei muito de Maceió e das pessoas que conheci por lá. Achei-os bastante hospitaleiros, simpáticos. Teve um dia que entrei numa loja para pedir informações e saí de lá amiga de infância da moça que trabalhava lá..rs...até me chamou para almoçar na casa dela, além de me dar todos os telefones e e-mail..rs.

Depois de Maceió, o destino foi Recife. Tive momentos de muita emoção..rs...e pra variar, nada comigo pode ser normal.

Um dia voltando da praia, estou lá embaixo do chuveiro, shampoo no cabelo, ouço um tiro..até aí td bem, pois imaginei que era numa favela perto. Depois o segundo e logo umas batidas na porta que pareciam que ía derrubar: ABRE ANA, ABRE...TEM LADRÃO NA CASA..

Abro a porta, toda molhada ( nua): O QUE FOI LUANA? ( Isso ela corre pro quarto da frente, mas percebe que não tem chave, e esmurra mais a porta ).TRANCA, TRANCA, É LADRÃO!!

Eu: Onde, dentro de casa?
Luana: Não, no quintal.
EU: cadê a Melânia ( tia dela e que estava recém operada, sem poder correr)
Luana: Mandei se trancar no quarto, sei lá, eu só fiz correr

Me enrolo na toalha, cabelo ainda cheio de shampoo, corro pra saber dela: MEL VC ESTÁ BEM??
Mel: Estou, estou fechando as portas que a Luana deixou aberta.

O caso foi o seguinte: 3 ladrões assaltaram o restaurante que fica a duas casas desta onde eu estava. O alarme disparou e a NE Segurança apareceu. Oa caras pularam pelos muros das casas para escapar e chegar até a rua em que eles poderiam fugir. Um deles foi preso na casa onde eu estava. O segurança e a polícia prontos para atirar, mas graças ao vizinho que conseguiu manter a calma, pediu ao ladrão para descer do muro sem que os caras precisassem atirar.

Depois de passado o susto só nos restou rir da situação. Ah, enquanto a polícia prendia o cara, minha amiga aproveitou pra pedir um gelo pro vizinho pra tomarmos uma dose..rs. Mas o pior mesmo foi com a outra vizinha que estava se mudando naquele momento e teve uma recepção dessas. Não preciso dizer que a coitada só faltou colocar as coisas de volta pro caminhão e sumir dalí..rs.

Então é isso. Hoje vim apenas dizer que estou de volta e contar um pouquinho do que aconteceu comigo nestes dias.

domingo, 8 de janeiro de 2006

AUTO ESTIMA

Estou viajando hoje, tive uma noite péssima sem conseguir dormir por causa de uma crise alérgica mas queria deixar algo aqui até voltar. Sem condições de escrever algo, li um texto e resolvi publicá-lo aqui. Tem muito a ver com tudo que costumo escrever.

É um texto longo, mas você pode ler um pouquinho hoje, mais um pouco amanhã...ficará aqui pelo menos uns 15 dias....rs.

Beijos a todos e até a volta!!

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Auto-Estima:: Elisabeth Cavalcante ::

A cada final de ano costumamos mentalizar tudo aquilo que desejamos para o ano que se inicia. É natural que ao fazê-lo desejemos para nós aquilo com que todos sonham: saúde, paz, amor e segurança material.

Entretanto, gostaria de relembrar a importância de trabalharmos nossa mente sobre algo essencial, sem o qual não alcançaremos nenhum desses objetivos: a auto-estima. O amor por si mesmo é o principal atributo que um ser humano deve cultivar ao longo da vida. Entretanto, por incrível que possa parecer, pouquíssimas pessoas no mundo são estimuladas desde a infância a reconhecer suas qualidades e talentos e a ser condescendente com as próprias falhas.

A maioria de nós cresce preocupada em satisfazer as expectativas que o mundo alimenta a nosso respeito. O conceito que as outras pessoas têm sobre nós se torna uma verdade e uma crença absolutas que acabam determinando o grau de auto-estima que teremos ao longo da vida. Este sentido de valor será responsável por nosso sucesso ou fracasso, nossa saúde ou doença e o grau de realização afetiva que conseguiremos alcançar.

Visto que a auto-estima e o valor que atribuímos a nós mesmos se revestem de tal importância, me parece que esta deva ser a principal meta de qualquer ano de nossa vida. Portanto, sugiro aqui, que ao iniciarmos mais um ano meditemos de forma sincera sobre o quanto temos trabalhado para fortalecer nossa auto-estima e a confiança e admiração que nutrimos por nós mesmos.

Aceitar a si mesmo como se é, reconhecendo as próprias limitações sem culpas ou cobranças excessivas, evitando o julgamento rígido e a falta de compaixão é um exercício a ser praticado diariamente. Perdoar a si mesmo pelos erros cometidos entendendo que eles fazem parte de nosso processo evolutivo é um importante passo no desenvolvimento do amor próprio. O importante é que saibamos exatamente onde precisamos melhorar e tentemos ir ao encontro desta conquista com perseverança e vontade.

A autoconfiança, a consciência acerca de nosso poder e de nossa capacidade criativa são qualidades que fazem toda a diferença. É no desenvolvimento destas qualidades que devemos concentrar nossos maiores esforços, pois se as tivermos em grande escala, o resto virá como conseqüência.

“Primeiro, naturalmente, você julga a si mesmo de todo modo. Nenhum homem é perfeito e nenhum homem jamais pode ser perfeito - a perfeição não existe - assim, o julgamento é muito fácil. Você é imperfeito, assim, há coisas que mostram sua imperfeição. E, depois, você fica com raiva, com raiva de si mesmo, com raiva do mundo todo: “Por que eu não sou perfeito?”

Depois, você olha apenas com uma só idéia: descobrir imperfeições em todo mundo. E depois, você quer abrir o seu coração... naturalmente... porque, a menos que você abra o seu coração, não há nenhuma celebração em sua vida; sua vida é quase morta. Mas você não pode fazê-lo diretamente: você terá que destruir toda essa educação, desde suas verdadeiras raízes.

Assim, a primeira coisa é esta: pare de se julgar. Ao invés de julgar, comece a aceitar-se com todas as suas imperfeições, todas as suas debilidades, todos os seus erros, todos os seus fracassos. Não peça a si mesmo para ser perfeito: isso é simplesmente pedir pelo impossível e depois você se sentirá frustrado. Você é um ser humano, afinal de contas.

Olhe para os animais, para os pássaros; nenhum deles está preocupado, nenhum deles está triste, nenhum deles está frustrado...

... E eles todos devem estar rindo: “O que aconteceu a vocês? Por que você não pode ser apenas você mesmo, como você é? Qual é a necessidade de ser uma outra pessoa?”

Assim, a primeira coisa é uma profunda aceitação de você mesmo... Aceite humildemente sua imperfeição, seus fracassos, seus erros, suas faltas. Não há nenhuma necessidade de fingir outra coisa. Seja você mesmo: “É assim mesmo que eu sou, cheio de medo. Eu não posso andar na noite escura, não posso ir lá na densa floresta”. O que há de errado nisso? É humano!

Uma vez que você se aceite será capaz de aceitar os outros, porque você terá um clara visão interior de que eles estão sofrendo da mesma doença. E a sua aceitação por eles, os ajudará a aceitarem-se.

Podemos reverter todo o processo: aceite-se. Isso o torna capaz de aceitar os outros. E porque alguém os aceita, eles aprendem a beleza da aceitação pela primeira vez - quanta tranqüilidade se sente! - e eles começam a aceitar os outros....

O julgamento é feio - ele fere as pessoas. Por um lado, você vai machucando, ferindo-as; e por outro lado, você quer o amor delas, seu respeito. Isso é impossível.

Ame-as, aceite-as e, talvez, seu amor e respeito possa ajudá-las a mudar muitas de suas fraquezas, muitas de suas falhas porque o amor lhes dará uma nova energia, um novo significado, uma nova força. O amor lhes dará novas raízes para se erguerem contra os ventos fortes, um sol quente, a chuva forte

.Se apenas uma única pessoa o ama, isso o faz tão forte, que você nem pode imaginar... O coração abrirá por si mesmo. Não se preocupe com o coração. Faça o trabalho preparatório”. OSHO, The Transmission of the Lamp

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

OLHA SÓ QUEM RESOLVEU APARECER....

Eu mesma!!Estou de volta!!

Tenho ficado muito ausente do blog e peço desculpas por isso mas tenho viajado a trabalho e quando viajo, passo 10 dias fora no mínimo. Quando volto a inspiração parece ficar lá onde eu estava.

Semana passada tentei escrever algo, mas não consegui então hoje resolvi conversar....

Então...umm novo ano começa e estou pensando em fazer uma lista de metas que quero atingir nos próximos 362 dias.

Dentro daquele balanço que costumo fazer sempre nesta época, costumo relembrar de tudo que ficou pra trás, das pessoas que fizeram parte da minha vida, dos desejos realizados e os que não foram realizados, o que eu deveria ter feito e não fiz...

Mas cada ano que se encerra é um ciclo que também é encerrado. Na verdade, o nosso novo ciclo inicia sempre em nosso aniversário, que na numerologia dizem ser o ano pessoal. Engraçado que hoje lendo sobre o meu ano pessoal,a previsão enfatizava algumas coisas que estão acontecendo em minha vida.

Dizia a um amigo meu , dias atrás, que 2006 seria o ano em que recomeçaria, seria o ano de mudanças para mim em todos os setores. E o meu ano pessoal diz que será um ano de mudanças e recomeço.Bingo!! Tudo conspira, então só me resta correr atrás, fazer com que aconteça realmente.

Numerologia, astrologia, etc, não operam milagres. Eles indicam um caminho, mas se não aproveitarmos as oportunidades que surgem, nada disso adianta. Quantas pessoas dizem: não acredito mais em astrologia pq li que meu ano seria maravilhoso e ele foi o pior. Como eu disse, não operam milagres e tudo sempre dependerá de nossas escolhas e atitudes diante da vida.

As oportunidades estão surgindo e as estou agarrando com unhas e dentes. Dando um passo de cada vez, pouco a pouco derrubando barreiras, conquistando meu espaço.

No sábado, falava com a pessoa que tem me dado a oportunidade de dar estes passos. Agradeci e ela me disse que não precisava pois estava alí por minha competência. Eu disse que precisava sim, pois se ele não me desse esta oportunidade como poderia mostrar minha competência? Tantas pessoas estão fora do mercado simplesmente porque não tem quem acredite, quem não dê oportunidade. E sei o quanto esta pessoa(não apenas ela) tem feito para me ajudar a derrubar as tais barreiras.

Não tenho pressa, estou indo com calma e tenho fé que este realmente será o meu ano. Farei com que seja!

Estava pensando em deixar uma mensagem para o novo ano, e acabei falando sobre mim. Mas dentro daquilo que escrevi a mensagem está clara. Não percebeu? Então serei mais clara:

Vamos sair da concha, sair desse marasmo, a felicidade está dentro de nós, mas se você acha que ela está fora, vá buscá-la, conquistá-la. Faça ela acontecer. Não deixe o tempo simplesmente passar diante de você.

Conquiste aquilo que deseja, lute,não desperdice as oportunidades, nem que seja apenas uma oportunidade de sorrir, pois se você a desperdiçar, que pena, foi menos um sorriso seu nessa vida.

QUE 2006 SEJA UM ANO DE MUDANÇAS E CONQUISTAS PARA TODOS NÓS!!

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

TRANCANDO E PERDENDO A CHAVE



Mais um ano está chegando ao fim. Como passou rápido.

Não posso dizer que foi um ano promissor, mas também não foi de todo ruim. Agradeço por tudo que aconteceu, até mesmo os tropeços que dei.

Nos últimos dias comecei a refletir sobre experiências, atitudes que se tornaram recorrentes na minha vida e principalmente no campo sentimental. Percebi o quanto algumas atitudes só me levam para o buraco e resolvi que tenho que mudar.

Bom, isso já é um ponto positivo. Perceber onde erro e decidir mudar.

Costumo me entregar a sentimentos que eu sei que não vai dar em nada e a única que sai ferida da estória sou eu. Ingenuidade, burrice mesmo, eu sei.

Tem uma frase que diz: Esperança é arriscar-se a ter decepções. E ao ter esperanças de que alguma coisa possa ser diferente, de que de repente aquele sentimento seja recíproco, compartilhado, vem a decepção. E haja decepções...

Não adianta me apegar a estas pequenas esperanças e viver me decepcionando. Imaginar que podemos ser importantes na vida de alguém, acreditar nisso, e depois descobrir que podemos ser apenas mais uma.

A culpa não é da outra pessoa e sim minha, porque não há promessas, apenas uma entrega unilateral.

A decepção não é com o outro e sim comigo, por me deixar levar por estas situações.

Seria fácil culpar o outro quando nós somos os verdadeiros culpados.

Somos nós que nos deixamos levar.

Somos nós que fantasiamos.

Somos nós que nos iludimos.

O outro não nos ilude, nós é que ficamos cegos e preferimos criar uma fantasia.
Decidi que não quero mais fantasiar.

Entro em situações achando que calculei bem os riscos. Sim, calculados e muitas vezes subestimados e é nessa que me ferro.

Sou sentimento à flor da pele. Intensa no sentir. Mas acho que vou deixar que ele( o sentimento) se expresse apenas nos meus textos.

Resolvi que vou trancar meu coração e esconder a chave, para que nem eu saiba onde ela está.

Piegas isso, não é mesmo? Mas quem não foi piegas em algum momento da vida que atire a primeira pedra.

Estou deixando de lado o meu espírito apostador. Quando perdemos mais do que ganhamos é hora de parar de apostar, antes que seja tarde demais.

E assim pego as fichas que me restaram, saio do recinto e quem quiser ocupar o meu lugar que fique a vontade, mas lembre-se: em todo jogo alguém sempre perde.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

FAXINA

Hoje resolvi me livrar de algumas coisas que só ocupavam espaço.

Comecei pela quantidade de papéis velhos que vão se acumulando durante os anos e que de alguma forma sempre encontrei dificuldade para me desfazer deles.

Penso que, ao guardar, eu conseguiria eternizar aquele momento da minha vida.

Alguns até agora não entendo porque guardava ( acreditem, ainda tinha apostilas do tempo da faculdade), outros me fizeram relembrar algo como por exemplo, o programa da minha primeira apresentação de ballet ( deste não consegui me desfazer, continua guardado), ou o cartaz que fizeram em um dos meus aniversários "surpresa" com palavras que me arrancaram um sorriso e trouxeram muitas lembranças daquele dia, ou ainda uma flor seca, cartões, desenhos....

Dizem que acumular estas coisas fazem as energias ficarem estagnadas.

Bom, se elas ficam estagnadas ou não isso eu não tenho certeza, mas eu sei de uma coisa, o espaço livre aumentou consideravelmente...rs.

Não são estes papéis velhos, amarelados pelo tempo que deixarão vivas as lembranças. Elas estão dentro de mim. Sinto que os guardava como se assim eu pudesse materializar tais lembranças.

A verdade é que, não importa papéis, não importa objetos, as lembranças ficarão aqui dentro de mim eternamente.

Os momentos é que são importantes. Estes é que se eternizam.

É preferível ter uma "arca" escondida dentro de nós e deixar lá guardadas as nossas lembranças, os nossos momentos felizes do que acumular papéis, cacarecos ou seja mais lá o que for.

Estas arrumações são sempre positivas. De certa forma acredito sim que as energias ficam estagnadas, por isso pensei em algo maior. Penso que devo aproveitar este momento para fazer uma arrumação interior. Tirar de dentro de mim tudo aquilo que está pesando. Lembranças ruins, mágoas, arrependimentos...pesos que se tornam desnecessários.

Acredito que esse seja um momento ótimo para fazer isso. Final do ano, época em que costumamos rever tudo aquilo que passou, rever erros e acertos.

Fazendo essa arrumação, me livrando deste peso desnecessário na alma, estarei abrindo espaço para que coisas novas possam acontecer na minha vida.

Que tal você também fazer uma arrumação assim?

Vamos jogar tudo que não está mais nos servindo e vamos abrir espaço para novas conquistas, novas vitórias, novos sentimentos, novas alegrias.

Façamos isso antes que seja tarde demais e iremos perceber o quanto será significativo esta limpeza em nossa vida

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

SUPER-HERÓI

O texto de hoje não é de minha autoria e sim de um amigo muito querido.

Assim que o li pedi permissão para publicá-lo pois achei muito interessante a analogia feita por ele e, principalmente, por nos mostrar que todos podemos ser super-heróis.

Vale a pena ler este texto e refletir sobre o que está escrito.

Ler principalmente com o coração.



SUPER-HERÓI


Desde minha infância, sempre fui fascinado pelos super-heróis dos quadrinhos, principalmente o Superman, que, único sobrevivente de um planeta extinto, Krypton, estaria estava acima das vicissitudes terrenas, pois podia voar, correr em altas velocidades, enxergar através de paredes e destruir objetos por um simples olhar. Eu realmente queria ser um super-herói como esse. Ser Superman é estar, pelo menos, no andar de cima da humanidade.

Passada a infância; a admiração e o desejo não. Tomado siso de mim, me perguntava como eu poderia voar em busca de bandidos pra prender, de balas perdidas pra deter, de ver através das coisas; enfim, de como essa simbologia fictícia poderia ter alguma aplicação de verdade, enquanto o Superman ia definitivamente se fixando em mim. Isso levou as pessoas pensarem que a infância se manteve inalterada.

Percebi então que eu tinha adquirido alguns dos poderes do Superman: passava em alta velocidade e acima dos problemas dos menos afortunados, dos pedintes de rua, das crianças abandonadas; enxergava através da dor dos problemas de quem vara madrugadas nas filas de hospitais ou em leitos de oncologia infantil; que meu corpo, e, ao que parece, principalmente o coração, também se tornaram de aço.

Talvez eu tivera a sorte de ser exposto a alguma kryptonita, que, ao invés de me matar, me salvou. Diminuídos os poderes, pude ver e sentir o que antes era impossível.

Percebi que o verdadeiro super-herói, o Superman que o mundo de hoje precisa, não é o dos quadrinhos, dedicado a combater o crime. Isso é trabalho de polícia, promotores e juízes; outro tipo de heróis.

O Superman que o mundo de hoje precisa é o homem normal, dotado unicamente dos super poderes de estar sempre alerta para o próximo, que voa na velocidade do pensamento e usa sua visão de raios-X, para procurar quem precisa de um pneu ou carona na rua, que usa sua visão de calor para dar o cafezinho com pão pra quem se refrigera na madrugada de uma fila, a comida para quem tem fome, o super sopro para dar a palavra amiga ao desesperado, a orientação ao infante, o ânimo ao doente e a certeza de amparo ao abandonado social.

Ao menos essas características são comuns aos Superman´s dos quadrinhos e da visão ideal: eles se doam, às vezes mais do que podem, pelo simples amor à humanidade.

Percebi, afinal, que eu posso ser esse Superman. E o melhor de tudo é que você também pode!

Se bem me recordo, o primeiro deles foi um homem simples, mas de muito amor no coração, que andou pela Terra dando seu exemplo, há uns dois mil anos.




Alan Dias Barros
Natal/RN, em 30 de novembro de 2005.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

COMEÇANDO A COMEMORAR

Finalmente estou de volta ( como ando relapsa com meu blog )

Hoje não vou escrever nenhum texto baseado em experiências vividas por amigos, não colocarei nenhum texto reflexivo, não falarei de amores, falarei de mim.

Domingo, 27, é o meu aniversário (aceito presentinhos..rsss...por isso já estou avisando com antecedência que é para todos se organizarem..rs) mas já recebi uma homenagem da minha prima Kall que já me "força" começar a comemoração a partir de hoje...rss

É tão bom sentir o carinho que recebemos das pessoas, isso nos dá ânimo para continuar a caminhada.

Geralmente não costumo comemorar meu aniversário. É uma data que para mim, há muito tempo,nunca está completa desde que meu pai desencarnou.

Sempre comemorávamos juntos pois ele fazia aniversário no dia 28. Mas sei que ele não quer que eu me sinta assim, por isso bola pra frente.

Nossa, fico aqui pensando como o tempo passa rápido e já estou entrando nos 3.5 (mas me sentindo uma adolescente...rs)

Penso: o que eu tenho pra comemorar?

Poderia enveredar por uma senda escura onde falaria das agruras da vida, de todos os projetos não realizados, dos amores perdidos, etc.

Mas sabe, tudo bem se não estou realizada profissionalmente, se minha filha está dando trabalho, se ainda não encontrei alguém,porque o que importa mesmo é que estou VIVA.

Viva para poder continuar a trilhar os caminhos que me levarão ao encontro de tudo aquilo que desejo.

Viva por ver sempre um novo dia nascer.

Viva para continuar sonhando.

Viva para continuar a quebrar a cara mas aprender com isso.

Viva para lidar com amores e desamores.

Viva para recomeçar.

Viva para poder estender a mão para quem precisa.

Viva para apreciar a lua.

Viva para apreciar as coisas simples da vida e que nos fazem tão bem.

Viva para estar ao lado das pessoas que amo.

Viva para compartilhar minha vida com pessoas maravilhosas, sejam estas virtuais ou reais, porque o carinho...ah, este sempre é real.

E querem saber, resumindo tudo....

Viva para ser FELIZ!