quinta-feira, 6 de outubro de 2005
O CIRCO
Confesso que ando muito preguiçosa no que diz respeito a atualização do blog, mas vamos lá...
Ontem, buscando algo interessante para assistir na tv acabei me detendo no programa Super Pop - ok, ok, não é um programa interessante e também não aguento mais do que 1 minuto de Luciana Lenta Gimenez - mas o que me fez parar ali foi a "acareação" entre o casal mais falado no momento.: Helen (ex-Fama) e Milton.
Bom, todos já conhecem a história em que Helen foi agredida covardemente pelo namorado. Um fato que poderia servir de lição para muitas mulheres que infelizmente passam por estas situações, foi transformada em um verdadeiro circo.
A minha opinião a respeito do que estou vendo, muitos não irão concordar. Como mulher deveria estar incondicionalmente ao lado da Helen, mas não estou. Bom, deixa eu me explicar...
Em primeiro lugar quero dizer que não estou julgando ninguém, até porque não temos esse direito, apenas estou dando a minha opinião. É muito fácil para nós que não estamos vivendo a situação dar algum pitaco. Mas vivi, ou melhor,tive uma relação que poderia ter seguido o mesmo caminho se eu não tivesse tomado uma atitude na época.
Voltando ao caso Helen e Milton, pelo que me pareceu ontem, existem detalhes pesados em todo o processo: agressões, pedofilia, incesto,traições....enfim,detalhes realmente dignos de um romance policial ou seria a la Nelson Rodrigues?
Não vou redimir a culpa do Milton. Ele foi covarde e ponto. Mas também não vou defender totalmente a Hellen. Ela é vítima sim, mas tudo isso chegou ao ponto que chegou por culpa dela também. Se na primeira vez que ela tivesse sido agredida ou, sendo mais complassiva, nas agressões posteriores ela tivesse denunciado , tivesse vergonha na cara e amor próprio, o fato teria sido encerrado há muito tempo.
Nada justifica agressão física, mas ela não era uma pessoa largada na vida, sem família, sem instrução, ela poderia ter pego as rédeas da situação, ter pedido ajuda, ter feito algo a favor próprio e não deixar chegar onde chegou e fazer dessa história uma forma de se promover e estar na mídia. Uma história que deveria estar servindo para ajudar pessoas que vivem a mesma situação está sendo tratado de forma irresponsável, como um verdadeiro.
Vejo várias contradições. Ela dizia que estava em cárcere privado, mas saía pra fazer show. Como pode? Será que ela não poderia ter pedido ajuda a alguém? Um dia ela diz que ele sempre foi ciumento, depois diz que foi apenas após o programa Fama? Tem que decidir né? E por que ela ligava para ele depois de tudo que aocnteceu? Ele a pegou fazendo "brincadeira" com o filho dele de 6 anos ( e que parece ter desencadeado essa agressão toda, pois consta nos autos). Ela diz que ele começou a bater nela para dar uma lição, mas não diz o motivo e ele a incita o tempo todo para que diga o motivo e ela não diz( o que nos leva a imaginar que poderia ser verdade o caso do filho). Acho que nessa história toda, os dois mentem demais e como disse o psicólogo que estava presente ao programa, os dois mentem com propriedade, os dois são doentes.
Hoje ela iria ao programa para cantar ( hummm está dando certo todo o merchan) e logo, logo veremos um cd dela nas lojas e não ficarei admirada se o tio "protetor" se torne seu empresário. Aí me pergunto: por que esse mesmo tio não fez algo para tirar a Hellen dessa situação?Ah, também não ficarei admirada se daqui a um tempo o casal se reconcilie. Vamos aguardar o desfecho dessa história.
Quando disse que isso quase aconteceu comigo, digo quase porque ele nem chegou a me tocar,mas teve a intenção. Algo que eu sempre dizia a ele era o seguinte ( pq ele já tinha histórico de violência), que no dia que ele tivesse a intenção ou chegasse a me tocar acabaria qualquer relação entre a gente. Porque sei que se eu deixasse o respeito acabaria e uma relação sem respeito não se sustenta.
O amor e o respeito que sinto por mim são maiores do que qualquer coisa.
Nós mulheres podemos ser frágeis (fisicamente) mas podemos reverter situações como esta. Não adianta imaginar que será diferente. Se deu uma chance e a violência aconteceu novamente, amiga, isso não vai mudar enquanto não tomarmos as rédeas. Temos que ter respeito por nós. Temos que ter amor próprio acima de tudo. Não devemos colocar o amor que sentimos pelo o outro na frente. Nós somos mais importantes.
Não podemos deixar o medo nos paralizar. A situação só se encerrará quando uma atitude for tomada. Infelizmente muitas ainda se calam,muitas têm medo, muitas ainda sofrem violência e sofrem silenciosamente. Temos que denunciar! Temos que tratar desse assunto com seriedade e não apresentar espetáculos circenses,como este que estamos assistindo.
sexta-feira, 16 de setembro de 2005
SOLIDÃO

Solidão...
Por que muitos se assustam com ela?
Por que fazem dela um bicho de sete cabeças?
Para alguns a solidão é realmente assustadora. Assustadora por não saber conviver bem.
Assustadora por não saber tirar dela o que de bom ela pode oferecer.
Você pode estar se perguntando o que ela pode nos trazer de bom. E eu te respondo: muitas coisas.
Mas vamos por partes...
A solidão não é apenas esse monstro que costumam pintar,ela pode ser aquele minuto de paz que tanto precisamos. Pode ser aquele momento de instrospecção que precisamos para nos conhecermos melhor.
Há quem conviva bem e há quem simplesmente não conceba a idéia de ficar sozinho, nem que seja por um momento.
Eu acredito que a pior solidão é aquela em que estamos cercados de pessoas. Olhamos para cada uma delas e percebemos o quanto continuamos sozinhos.
O que isso estará acrescentando? No meu ponto de vista, nada. Pensamos que, ao estar cercado de pessoas, aquela sensação de vazio irá sumir.
Existem pessoas que não suportam a idéia de ficar só. Quando terminam um relacionamento, engatam em outro por não suportarem a solidão. Costumo chamar relacionamentos assim, de muletas. O típico relacionamento onde um estará se apoiando no outro por pura incapacidade de seguir adiante, sozinho.
Esse é o tipo de solidão que podemos criar por vários motivos, seja por insegurança, carência, falta de amor próprio, sei lá...mas sempre existirão motivos.
A solidão não é má quando fazemos dela algo que irá nos ajudar a crescer como pessoas. Podemos dizer que é uma solidão "saudável".
Sabe quando precisamos de um momento só nosso? Aquele momento de paz, de meditação, de nos colocarmos como os principais personagens da nossa vida. Muitas vezes esquecemos que somos os atores principais da peça chamada Vida e achamos que somos meros coadjuvantes, delegando os papéis importantes para outras pessoas.
Quando decidimos por esta solidão, ela não é dolorida, pois foi algo que buscamos.
Quando decidimos por esse momento só nosso, descobrimos que podemos ter uma companhia maravilhosa - nós mesmos.Com isso aprendemos a nos conhecer melhor e desta forma podemos entender o que se passa também ao nosso redor e, principalmente, aprender que para sermos felizes não precisamos depositá-la nas mãos de ninguém e que podemos nos sentir bem mesmo estando sozinhos.
Às vezes bate sim um aperto no peito, um vazio mas não precisamos sair correndo em busca da "muleta", precisamos apenas descobrir o agente causador.
Como disse anteriormente, muitos são os fatores que causam esse sentimento. Pode ser a falta de um amor, a decepção com alguém, principalmente quando nos dedicamos tanto e recebemos nada em troca.
Só podemos saber o que se passa dentro do nosso coração. Não podemos exigir que tenham os mesmos sentimentos que nós.
Estou aprendendo a duras penas que nem sempre posso esperar do outro aquilo que ofereço,afinal, amor, carinho, amizade, respeito,dedicação não se compra,não se pede, tem que deixar acontecer.
Infelizmente, alguns sabem apenas receber e esquecem que a reciprocidade só fará aumentar a aura de paz, de felicidade que nos cerca. Mas graças a Deus, esses sentimentos não faltam, e se não nos chegam pelo lado que esperamos, vem por outro inesperado.
Não podemos, é claro, nos deixar afundar nela. A solidão não é esse bicho de sete cabeças, precisamos dela e podemos conviver bem.
Mas da nossa vida só nós sabemos. Só quem manda em nossos corações, somos nós mesmos, não é? Então cada um sabe onde o calo dói.
Não vamos nos enterrar na solidão, mas também não precisamos fugir dela, apenas compreendê-la.
Eu convivo bem com a minha, às vezes aperta um pouco, mas busco compreender o que me faz sentir assim.
E você, convive bem com a solidão?
terça-feira, 13 de setembro de 2005
TÊNIS X FRESCOBOL
Um amigo me mostrou este texto e achei muito interessante a metáfora utilizada por Rubem Alves para falar sobre relacionamentos.
Acho que vale a pena dar uma lida e pensar. Como será que estamos levando nossos relacionamentos? O texto não precisa ser apenas direcionado aos casamentos, mas também aos namoros, amizades, enfim, relacionamentos no contexto geral.
Tênis x Frescobol
Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’
Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo...’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\' não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\'. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...
Rubem Alves
Bom, em matéria de relacionamento, acredito que o frescobol é bem melhor.
domingo, 11 de setembro de 2005
POST COMUNITÁRIO
Os amigos Claudia, Paula e Illusion estão em campanha para ajudar a nossa amiga Labell.
Vou publicar o texto que me pediram e como muitos costumam utilizar o site dela para colocar midis em seus blogs.Quem sabe podemos ajudar?
Amigos (as)
Estamos em campanha, o site de midis de nossa querida amiga...
Label está passando por dificuldades, a dificuldade para manter, é enorme, pois não se tem retorno, e ela já não dispõe de mais recursos.
Tomamos a liberdade, de pedir a todos os blogueiros e amigos que gostam de midis para nos ajudar, basta uma contribuição, para que o site não seja fechado.
Tenho certeza que nossa comunidade, unida, não vai deixar ela na mão! Se você puder doar, qualquer quantia mensal faça parte do site.
Faça a doação e nos mande um e-mail, você passará a fazer parte do Clube de Midis Labelalluna.
Seu Blog estará em destaque, ou seu nome, como participante.
Desde já agradecemos a todos e contamos com a ajuda de vocês.
Numero da conta: itaú ag 3815 c/c 25440-8
Nosso e_mail: labellaluna@labellaluna.midis.com.br
Nosso site: http://labellalunamidis.com.br
Os Depósitos poderão ser feitos a partir do dia 13
Povo desde já agradecemos,
Kika, Cláudia, Ilusion e Labell
sábado, 10 de setembro de 2005
BUSCANDO PALAVRAS
Mais uma vez o chão parece ruir.
É como se eu não pudesse chegar perto da luz, quando esta surge no fim do túnel.
Devo realmente estar no meio de muitas provações.
Devo estar sendo testada para saber até quando e quanto aguento.
Eu só queria entender e estou na busca desse entendimento.
Mas acredito que nada é por acaso...
Pessoas que surgem, situações que vivemos.
Mas por que nos sentimos tão impotentes?
Por que?
Estou buscando palavras, buscando respostas
Busca incessante
E como diz uma frase que li: quando pensamos que achamos todas as respostas, as perguntas mudam.
Gosto amargo é o que sinto
Não quero ser pessimista
Quero sempre enxergar que o dia de amanhã será melhor
Mas nem sempre é assim...
Nem sempre consigo pensar assim...
É nestas horas que descubro o quanto sou fraca
O quanto ainda tenho que aprender
O quanto preciso evoluir
Caramba...por que tudo isso?
Quando tudo parece que vai melhorar, algo acontece e acaba com os sonhos
Acabar com os sonhos...
Logo eu que sempre escrevo que não devemos deixar de sonhar
Não vou deixar de sonhar,ah, não vou mesmo
Mas como é dolorido um sonho ser interrompido!
Voltarei a "dormir", quem sabe consiga "sonhar" novamente.
Quero apenas que essa tristeza que está me doendo, acabe.
Que esse nó que sinto, desate.
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
VOCÊ ENTENDE AS PESSOAS?
Há alguns dias venho pensando em como é difícil entender as pessoas (tudo bem, você pode dizer que o ser humano é complexo e concordo) mas sempre buscamos entendê-las, ou pelo menos aquelas que nos são queridas.
Fico triste quando percebo o quanto as pessoas podem ser egocêntricas. Pensar apenas nelas, nelas e nelas.
Fico triste em ver o quanto as pessoas estão se tornando descartáveis. O quanto os relacionamentos estão descartáveis e principalmente, o quanto os sentimentos se tornaram descartáveis.
Essa sensação é ruim.
Acho que, na verdade, o meu maior problema é acreditar nas pessoas.
Acreditar que realmente faço a diferença na vida de alguém,mas sinceramente, tem horas que me sinto como o estepe ou aquele copinho de plástico que você usa , depois amassa e joga fora.
Não vou generalizar, dizer que me considero assim na vida de todos. Na verdade esse pensamento é bem direcionado e quem já me acompanha desde o outro blog sabe que, quando algo me incomoda, escrevo para que desta forma eu não acabe com uma úlcera.
O pior de tudo isso é não entender o motivo da indiferença. E pensar: o que foi que eu fiz?
Sempre buscamos respostas em nós, quando na verdade está no outro.
Acabei me tornando indiferente também, calada e várias vezes reverti situações parecidas quando eu realmente fazia algo que pudesse comprometer essa amizade. Mas hoje, cansei. Não quero migalhas de amizades. Quero realmente sentimentos verdadeiros.
Sinto falta dos papos leves de outrora. Mas se hoje já não existem, não vou forçar. Até porque o encanto vai acabando.
Como todo sentimento a amizade precisa ser cultivada como um jardim, adubada e tratada com carinho. Mas se você passa a deixá-la no esquecimento, não rega, não cuida, tende a secar, as folhas caem e assim aquela beleza passa a não existir mais.
Mas tudo na vida tem suas compensações.
Hoje estou vivendo um momento de mudanças. Mudanças no quesito de aprendizado, de auto-conhecimento. E o melhor de tudo, é que num ato de "ousadia" minha..rs,uma nova amizade surgiu, está me fazendo muito bem e essa pessoa nem imagina o quanto.
Uma porta pode estar se fechando, mas uma janela está sendo escancarada.
E quero dizer também, que o teor do post pode estar meio down, mas na verdade estou bem, apenas queria escrever algo que estava preso.
Sou feliz!
Não é porque uma pessoa me ignora que deixarei meus dias tristes.
Tenho estrelas que estarão sempre brilhando no céu.
Tenho flores no meu jardim que estarei sempre cuidando.
segunda-feira, 29 de agosto de 2005
APENAS PALAVRAS...

(Post originalmente escrito no dia 26.08.04 e enormeeeeeeeeee)
Estou aqui, em plena sexta, pensando na vida.
Pensando no que tenho feito.
No que tenho sentido.
Nas coisas que não fiz.
Nas palavras que não disse.
Nas lágrimas que deixei cair.
Nas que segurei.
Nas risadas que dei.
Nas mudanças que ocorreram,
Na vida.
Nas pessoas.
Nos sentimentos.
Pensando nas surpresas que tive.
Boas.
Ruins.
Nas saudades que sinto.
De pessoas
Lugares
Situações
Lembranças...
Elas são tão importantes na nossa vida. Pelo menos é o que acho.
Claro que sempre gostamos de lembrar das coisas boas, dos momentos bons. Os ruins queremos deixar lá escondido.Para que lembrar de coisas que nos deixam para baixo, não é? Mas tem horas que elas teimam em surgir e trazer a tona toda aquela dor sentida em alguma época.
As surpresas, às vezes, costumam surgir cheias de lembranças.
Tive uma esta semana, que me trouxe uma torrente de lembranças e emoções.
É engraçado o caminho que algumas situações tomam para que a gente descubra algo.
A vida realmente é engraçada. Uma caixinha de surpresas.
Um telefonema, uma notícia, e a sensação de ter levado um soco no estômago. Mas ao mesmo tempo que tive essa sensação, veio também uma alegria, não por mim, mas por quem estava do outro lado da linha. Um desejo sendo realizado.
Mas ao mesmo tempo que um desejo estava se realizando,me veio a sensação de outro sendo enterrado e desta vez, o meu.
Confesso que era um sonho. E pensando bem, tudo não passou de um sonho, pois tudo era bom demais para ser verdade. As descobertas, a sintonia, as palavras, o carinho.
Sonho.
Sou uma sonhadora e não me envergonho disso. Os sonhos são combustível para conseguir me manter nesse mundo real, muitas vezes frio, cruel. Mas, mesmo sonhando, mantenho um pé na realidade, para quando uma onda derrubar meus castelos de areia, não me derrubem também.
Acordei de um sonho, é verdade. Foi um sonho lindo, terno, sensível e que me fez enxergar coisas em mim que imaginava não existir. Esse sonho me fez acreditar que alguém conseguiria me enxergar como sou. Não apenas aquela pessoa que estava sempre alí, disposta a ouvir seus problemas, ajudar a resolvê-los de alguma forma. Foi alguém que também me ouviu e me ajudou muito.Sempre achei mais fácil ajudar os outros resolverem seus problemas, do que a mim mesma.
Acredito em almas gêmas. Romantismo exarcerbado? Ou inocência? Para alguns pode ser, mas eu acredito e ponto.Almas gêmeas, não quer dizer apenas que as pessoas se tornarão amantes...não é apenas romance. Mas também sentimentos fraternos. E eu sei que somos almas a fins (ou gêmeas). E que de alguma forma nos reencontramos em um momento difícil para os dois. A sintonia que nos ligava, até hoje me assusta. Mas acredito, hoje, que é hora de guardar todas estas lembranças, como aquelas cartas que guardamos com um laço de fita, no fundo do baú, de uma caixa ou gaveta. Lembranças que não queremos jogar fora, apenas guardar, para quem sabe, em um momento qualquer da nossa vida, possamos desmanchar o laço e revê-las. Quem sabe um dia, realmente poderei me desfazer delas. Mas por enquanto quero deixar apenas guardada, alí, ao meu alcance, com um belo laço.
Mas a semana não me trouxe apenas esta surpresa, mas também me trouxe uma notícia boa, um convite maravilhoso que pode mudar a minha vida. E estou feliz por isso.
Como eu disse...a vida é cheia de surpresas!!

