terça-feira, 1 de novembro de 2005

DA FANTASIA AO ENRIQUECIMENTO PESSOAL, VIROU SAMBA DO CRIOULO DOIDO...

Estava a pouco pensando no que escrever e a princípio me veio o tema fantasias. A idéia foi tomando corpo depois de ler um artigo, mas me levou a pensar nas minhas experiências e em tudo que me trouxe enriquecimento pessoal.

O que uma coisa tem a ver com a outra? De uma certa forma são interligadas, porque quando nos falta essas vivências que nos trarão algo enriquecedor, acabamos fantasiando e supervalorizando situações que não aconteceram.

Meio complicado?Talvez hoje não esteja sendo muito clara, mas continuando...

Voltando as experiências de vida, muitas delas podem estar carregadas de sofrimento, mas elas nos enriquecem porque acumulamos informações que se soubermos,tivermos condições, podemos tirar grandes lições.Por exemplo, a saudade.

A saudade pode ser uma lembrança dolorosa mas com ela podemos aprender a valorizar aquilo que é bom ou não para nós. Aprendemos o que foi importante ou quem foi importante em nossa vida. E a partir dela nos tornamos capazes de identificar e evitar perder aquele ou aquilo que tenha passado em nossa vida e que deixamos partir (ou perdemos) por imaturidade, ignorância ou incapacidade de dar o devido valor.

Por isso digo que a dor pode ser um aprendizado.Muitas vezes aprendo mais com ela do que com as alegrias.

As lembranças podem nos ajudar a evitar cometer os mesmo erros. Nos ajudar a fazer as escolhas corretas, os caminhos que devemos seguir, evitando dores pelas quais já passamos.

Na teoria tudo é muito fácil, a prática se mostra muitas vezes completamente diferente. Eu mesma digo a mim mesma ,depois de uma experiência ruim, que nunca mais seguirei aquele caminho e quando me dou conta já estou seguindo a mesma estrada.

Ilusões...muitas vezes sofremos pelo que nem chegou a acontecer. Imaginamos oportunidades perfeitas, mas que por algum motivo perdemos ou ainda lamentamos um encontro com aquela pessoa tão especial que de certa forma se perdeu no caminho e acreditamos nunca mais encontrar alguém à altura. Com isso vamos nos aprisionando às ilusões e perdemos a oportunidade de encontrar no real algo ou alguém que passará a nos enriquecer com novas experiências.Podem não ser da grandeza de nossos sonhos, mas serão reais, e aí está toda a diferença.

Por vezes são as faltas dessas vivências que nos levam a fantasiar e quando nos damos conta que não vale a pena supervalorizar estas situações, devemos sair dessa nostalgia sem tentar repreduzi-las,acabamos por nos livrar e poderemos olhar para o futuro.

O que nos leva muitas vezes a nos apegar a estas lembranças, sonhos,ilusões, fantasias, seja lá qual nome damos, é simplesmente o medo do desconhecido.

Olhar a vida de frente, com coragem de encarar os nossos temores, nos dará confiança e esperança de que podemos mudar nossos caminhos. Escolhê-los da melhor forma nos enriquecerá e descobriremos que podemos encontrar a felicidade. Mas precisamos, antes de tudo, nos darmos conta que a felicidade não está em alguém ou em algo mas sim dentro de nós. É preciso apenas nos conhecer e descobrir que passamos tanto tempo em busca dela e ela está alí, ao nosso alcance, mas vivemos na ilusão de que está tão longe e difícil de se conquistar.

E assim seguimos pela vida: passando por novas experiências, todos os dias nos enriquecendo,seja com experiências boas ou ruins, com saudades ou com ilusões....mas vivendo.

Um comentário:

Ricardo Goothuzem disse...

Isso é tudo verdade. Eu acrescentaria que a saudade e qualquer tipo de recodação são, na verdade, um tipo de fantasia.